Resenha: Cinquenta tons de liberdade (+18)

capa - cinquenta tons de liberdade

Cinquenta tons de liberdade, por E L James
Título original: Fifty shades freed
*Terceiro volume da trilogia Cinquenta Tons de Cinza

Editora: Intrínseca
Páginas: 544
ISBN: 9788580572162
Onde comprar: Submarino | Livraria Saraiva | Livraria Cultura | Fnac | Book Depository 


** A partir daqui haverão spoilers dos primeiro livros da série: Cinquenta tons de cinza (resenha aqui) e Cinquenta tons mais escuros! **

Quando Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas práticas sexuais de Christian, Ana exige um compromisso mais sério. Determinado a não perdê-la, ele concorda.
Agora Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades à sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele deve aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar dos fantasmas do passado. Quando finalmente parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, o destino muda mais uma vez, e os piores medos de Ana podem se tornar realidade.
Depois de ter lido os dois primeiros livros seguidos e esperar mais de um mês pelo lançamento do próximo (que ficava sendo adiado de novo e de novo), FINALMENTE o final da trilogia de Edward Cullen sexo Christian Grey.
Todos que leram Cinquenta tons mais escuros com certeza ficaram loucos com o final do livro. O que ia acontecer com a Mrs. Robinson? O que Jack Hyde iria fazer? Finais como esse, do tipo que “falta a próxima cena, são os que sempre me deixavam mais ansiosa para o próximo.
O livro começa com Ana e Christian aproveitando a lua de mel rasgando dinheiro em um cruzeiro  pela Europa. Ana Steele, agora a poderosa Sra. Grey, narra a história com alguns flashes do casamento, noite de núpcias (uii!), os primeiros dias da viagem… Tudo é alegria – menos algumas briguinhas por conta do jeito controlador do maridão. Um dia, Christian recebe um telefonema: houve um incêncio na sede da empresa. Ana fica extremamente nervosa; mais um possível atentado contra a vida do seu Cinquenta Tons (lembram do acidente com o Charlie Tango no segundo livro?).
De volta à Seattle, a equipe de segurança encontra um vídeo onde aparece o suspeito pelo incêndio e Ana o reconhece: seu ex-chefe, Jack Hyde. Christian aumenta e segurança e faz de tudo para manter Ana a salvo, porém ela começa a se sentir sufocada com os limites, imposições e a mudar seu estilo de vida de garota simples e estagiária para esposa de um multi milionário empresarial recém promovida à editora.

No último livro da trilogia, o relacionamento (nem tão) “perfeitinho” do casal enfrenta dificuldades com a nova vida de casados, as ameaças a segurança dos dois. Apesar das comparações com Crepúsculo, Ana é bem diferente de Bella: ela é teimosa, independente, não tem medo de comprar uma briga por aquilo que acredita. Christian continua superprotetor, complexo, inseguro e o que achei mais legal nessa parte da história é que nenhum dos dois fica completamente ‘cego por amor’.

Eu comecei a ler sedenta de vontade de saber como iria terminar a história, porém, no meio da leitura eu perdi a empolgação e o ânimo, mesmo que seja o livro mais ação, emoção e acontecimentos marcantes. A autora ousou com o final, deu mais valor e história à personagens secundários (Taylor ♥), adicionou uns elementos que deram um verdadeiro gás ao final, mas na minha opinião foi algo relativamente previsível – e para um livro tão “tumultuado”, esperava que ela fosse impressionar mais.

Quanto à escrita e a tradução, no mesmo nível dos outros dois volumes: boa, porém a tradução deixa à desejar na fluência em certas expressões, xingamentos etc. De uma forma geral, eu gostei da leitura e acho que valeu a pena acompanhar os eventos (e relações) do casal. Continua sendo uma obra que, na minha opinião, não possui muito valor literário, mas como comentei na resenha do primeiro livro, meio que “abriu a mente” do público para esse estilo de literatura e achei isso extremamente válido.

Até a próxima!

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